Dicionário Financeiro

Não deixe o economês te travar. Descubra o significado das siglas, indicadores e jargões do mercado financeiro e invista com segurança.

Termos mais procurados

Dívida Pública

A dívida pública é um termo que está constantemente presente nos noticiários e nas discussões políticas. Mas afinal, o que significa dívida pública? Esse termo se refere a todo o montante de dinheiro que o Governo precisa tomar emprestado para financiar suas atividades e projetos. Quando o Governo precisa de recursos para investir em infraestrutura, saúde, educação, entre outros setores, ele emite títulos de dívida que são adquiridos por investidores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Esses títulos são uma forma de captar recursos para custear as despesas do Estado. Porém, é importante ressaltar que a dívida pública não significa necessariamente algo negativo. Ela é uma ferramenta legítima e necessária para garantir o funcionamento do Estado e o desenvolvimento econômico. No entanto, é fundamental que haja um equilíbrio entre a dívida e a capacidade de pagamento do Governo, para evitar problemas financeiros no futuro. Portanto, a dívida pública é um instrumento essencial para o financiamento das atividades governamentais, mas deve ser acompanhada de perto para garantir a sustentabilidade das finanças públicas. É necessário um planejamento adequado e uma gestão responsável para evitar o endividamento excessivo e seus possíveis impactos negativos na economia do país. Em resumo, a dívida pública é o montante de recursos que o Governo precisa tomar emprestado para custear suas despesas, sendo uma ferramenta importante para o funcionamento do Estado. No entanto, é crucial que haja um controle responsável e eficiente para garantir a sustentabilidade das finanças públicas e evitar problemas futuros. A transparência e a boa gestão são fundamentais para garantir que a dívida pública seja utilizada de forma adequada em benefício da sociedade como um todo.

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Crash

Crash é uma palavra que carrega consigo uma carga negativa, sendo associada a situações de colapso, queda brusca e desastre. No contexto financeiro, o termo é frequentemente utilizado para descrever uma forte queda nas bolsas de valores, o que pode resultar em consequências desastrosas para a economia de um país ou até mesmo do mundo. O mais famoso crash da história teve início no dia 24 de outubro de 1929, na Bolsa de Valores de Nova York. Este evento ficou conhecido como a "Quinta-Feira Negra" e marcou o início da Grande Depressão, uma das maiores crises econômicas mundiais do século XX. A queda abrupta dos preços das ações levou à falência de inúmeras empresas e bancos, resultando em altas taxas de desemprego e pobreza generalizada. Além do crash de 1929, outros episódios marcantes de colapsos financeiros ocorreram ao longo da história, como o crash da Bolsa de Tóquio em 1987 e o crash da Bolsa de Londres em 1866. Em todos esses casos, as repercussões foram devastadoras e levaram anos para que a economia se recuperasse dos impactos negativos. Diante do significado sombrio que a palavra crash carrega, é fundamental que governos, instituições financeiras e investidores estejam atentos aos sinais de instabilidade no mercado e adotem medidas preventivas para evitar que novos colapsos ocorram. A regulação do sistema financeiro, a transparência nas operações e a diversificação dos investimentos são algumas das estratégias que podem ajudar a minimizar os riscos de um crash financeiro. Em suma, o crash é um termo que representa muito mais do que uma simples queda nas bolsas de valores. Ele simboliza a fragilidade do sistema financeiro e a necessidade de cautela e responsabilidade por parte de todos os agentes envolvidos. Aprender com os erros do passado e agir de forma consciente no presente são atitudes essenciais para evitar que novos crashes ocorram e para garantir a estabilidade e o crescimento econômico a longo prazo.

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Fundo de Renda Variável

O Fundo de Renda Variável é uma modalidade de investimento que tem como característica a possibilidade de oscilação no valor das cotas conforme o desempenho do mercado de ações. Nesse tipo de fundo, os gestores têm a liberdade de escolher em quais ativos investir, visando obter uma rentabilidade maior em relação aos investimentos de renda fixa. Concentram suas carteiras em ações de primeira linha (de maior liquidez nas Bolsas de Valores), podendo ser compradas ou vendidas rapidamente) ou de segunda linha (aquelas que, mesmo sendo de empresas lucrativas e eficientes, oferecem menor liquidez). Além disso, também podem concentrar seus investimentos em ações de empresas que atuam em determinados setores da economia, como telecomunicações, siderurgia, transportes, entre outros. Os principais fundos de renda variável são os fundos mútuos em ações e os fundos de ações carteira livre. Os fundos mútuos em ações são compostos por um portfólio diversificado de ações, buscando reduzir os riscos e aumentar as chances de retorno. Já os fundos de ações carteira livre permitem uma maior liberdade aos gestores na escolha dos ativos, podendo concentrar em determinadas empresas ou setores que apresentem potencial de valorização. Em resumo, o Fundo de Renda Variável é uma opção para investidores que buscam maior rentabilidade em seus investimentos, mesmo estando sujeitos a maiores riscos. Com uma gestão especializada e estratégias bem definidas, é possível obter resultados positivos a longo prazo, aproveitando as oportunidades do mercado de ações e diversificando a carteira de investimentos.

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Demanda efetiva

A demanda efetiva pode ser compreendida como a procura por bens e serviços que é respaldada pela capacidade de pagamento. No contexto da economia de mercado, é a demanda solvente que efetivamente importa, mesmo que seja inferior às necessidades da população como um todo. Esse conceito, desenvolvido por Keynes em sua obra "A Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro" (1936), visa representar as forças que determinam as mudanças na escala de produção e emprego em âmbito global. Keynes contestou os economistas clássicos, que deram início às discussões sobre os determinantes da oferta e da demanda, bem como os níveis gerais de produção. Um desses debates foi travado entre Ricardo e Malthus e envolveu a possibilidade de superprodução generalizada de mercadorias, posteriormente conhecida como Lei dos Mercados de Say ou Lei de Say. O objetivo de Keynes era substituir a Lei de Say com seu conceito de demanda efetiva, apresentado pela primeira vez em seu livro "Tratise on Money" (1930). Esse conceito ia além e representava uma crítica à teoria monetária dos economistas clássicos. De acordo com a Lei de Say, é a produção que determina a demanda, pois, se a produção capacita as pessoas a comprar, então a demanda não pode ser inferior, incapaz de realizar a produção. Embora tenha sido admitido que pode haver excesso de produção em alguns mercados, isso seria compensado por escassez em outros. No entanto, J.S. Mill já havia percebido que o dinheiro permitia a separação da troca em duas etapas, de modo que aquele que vende não necessariamente compra no mesmo momento. Embora isso possa causar transtornos passageiros no equilíbrio entre oferta e demanda, já que o dinheiro é demandado ou retido apenas para ser gasto posteriormente. A escola marginalista, por sua vez, argumentava que o excesso de oferta só ocorreria se o preço da oferta superasse a utilidade marginal. Em um mercado competitivo, o ajuste entre oferta e demanda ocorria por meio de mudanças nos preços relativos, embora temporariamente possa haver um excesso de oferta. Embora houvesse divergências entre os economistas clássicos, como Smith e Ricardo, e os marginalistas, como Marshall e Pigou, em diversos aspectos, eles concordavam em relação à oferta e demanda na produção, e por isso Keynes os classificava como "clássicos". Porém, as explicações dos marginalistas para a existência de superprodução não atribuíam a falta de confiança e o entesouramento como causas, mas sim a períodos temporários de ajustes nos preços relativos. Keynes sustentava que as discrepâncias entre o nível de emprego e o nível de pleno emprego eram determinadas por causas temporárias não persistentes, o que foi reforçado pelas críticas às concepções anteriores após a crise econômica de 1929. Naquela época, os níveis de desemprego ultrapassaram 20% da força de trabalho, evidenciando que os mecanismos automáticos de ajustamento defendidos pelos clássicos e neoclássicos não ocorreram conforme o esperado. Em suma, a teoria neoclássica pressupunha a validade da Lei de Say sem aprofundar a questão, enquanto Keynes reconhecia que a poupança se transformava em investimento e, portanto, em demanda por meios de produção. As críticas de Keynes foram fundamentais para questionar os modelos tradicionais e propor uma nova abordagem na economia.

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Títulos do Bacen

Os títulos do Banco Central do Brasil, também conhecidos como títulos do Bacen, são instrumentos financeiros emitidos com o objetivo de fazer política monetária, ou seja, controlar o volume de dinheiro em circulação no sistema financeiro. Esses títulos representam uma forma de captação de recursos por parte do governo, que emite esses papéis para regular a liquidez da economia e influenciar as taxas de juros no mercado. Esses títulos são considerados investimentos de baixo risco, uma vez que são emitidos pelo próprio governo e têm como garantia a credibilidade do Banco Central. Dessa forma, eles se tornam uma opção atraente para investidores que buscam segurança e estabilidade em seus investimentos, mesmo que isso signifique retornos mais modestos em comparação com outros ativos de renda variável. Os títulos do Bacen também desempenham um papel importante no controle da inflação, uma vez que a sua emissão ou recompra pelo Banco Central influencia diretamente a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Quando o governo deseja estimular a economia, ele pode emitir mais títulos para aumentar a oferta de dinheiro, reduzindo as taxas de juros e incentivando o consumo e os investimentos. Por outro lado, quando o objetivo é conter a inflação, o Banco Central pode recomprar títulos do mercado, retirando dinheiro em circulação e aumentando as taxas de juros. Em resumo, os títulos do Banco Central do Brasil desempenham um papel fundamental na política monetária do país, sendo utilizados como instrumento de controle da liquidez da economia e da inflação. Por meio desses títulos, o governo consegue regular o volume de dinheiro em circulação e influenciar as taxas de juros, buscando manter a estabilidade econômica e financeira. Assim, os títulos do Bacen se tornam uma peça chave no funcionamento do sistema financeiro nacional e na condução da política econômica do país.

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Chamada de Bônus

A chamada de bônus é uma medida adotada pelas empresas emissoras de títulos de dívida para resgatar antecipadamente os valores devidos pelos investidores. Nesse processo, o emissor paga uma quantia determinada aos detentores dos bônus antes do vencimento, encerrando assim a obrigação contratual. Esse mecanismo pode ser utilizado como uma estratégia de refinanciamento da dívida ou para aproveitar condições de mercado mais favoráveis. Quando uma empresa decide realizar uma chamada de bônus, ela geralmente precisa cumprir algumas condições estabelecidas no momento da emissão dos títulos. Essas condições podem incluir o pagamento de uma taxa de resgate, a garantia de que o emissor possui os recursos necessários para efetuar o pagamento antecipado e a comunicação prévia aos investidores sobre a intenção de realizar a chamada. Para os investidores, a chamada de bônus pode representar tanto uma oportunidade quanto um desafio. Por um lado, o resgate antecipado permite receber o valor investido mais cedo do que o previsto, o que pode ser vantajoso em certos casos. Por outro lado, esse processo pode implicar em reinvestir os recursos em condições de mercado menos favoráveis ou com menor rentabilidade. Em resumo, a chamada de bônus é uma estratégia financeira utilizada pelas empresas para gerenciar sua dívida de forma mais eficiente, buscando reduzir custos e aproveitar oportunidades de mercado. Para os investidores, essa prática pode representar um dilema entre aceitar o resgate antecipado e reinvestir os recursos, considerando os possíveis impactos financeiros e a rentabilidade do novo investimento.

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Cost and Freight - Candf

Cost and Freight (C&F) é uma condição de preço utilizada no comércio internacional que engloba tanto o custo da mercadoria quanto o custo do frete até o destino final. Nesse tipo de contrato, o vendedor é responsável por contratar o transporte da carga até o porto de destino acordado com o comprador, assumindo os custos e os riscos até esse ponto. Essa modalidade de pagamento é comum em transações comerciais internacionais, onde o vendedor tem a responsabilidade de garantir que a mercadoria seja entregue no porto de destino acordado, arcando com os custos de transporte e seguro até esse ponto. É importante ressaltar que, após a chegada da mercadoria no porto de destino, a responsabilidade pelo desembaraço aduaneiro e pelos custos de importação passa a ser do comprador. Em resumo, o Cost and Freight representa uma divisão clara de responsabilidades e custos entre o vendedor e o comprador, garantindo que ambas as partes tenham suas obrigações bem definidas no contrato de compra e venda internacional. Essa condição de preço proporciona segurança e transparência para ambas as partes envolvidas na negociação, evitando possíveis conflitos e prejuízos decorrentes de interpretações equivocadas. Portanto, o Cost and Freight é uma forma eficiente de garantir uma operação de comércio internacional bem-sucedida, estabelecendo claramente os termos e condições de pagamento, transporte e entrega da mercadoria. Ao optar por essa modalidade, tanto o vendedor quanto o comprador podem ter a certeza de que as suas responsabilidades estão devidamente definidas, contribuindo para um relacionamento comercial harmonioso e transparente.

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Crédito Rotativo

Quando se fala em crédito rotativo, muitas pessoas podem não estar familiarizadas com o termo, mas é algo bastante comum nos dias de hoje. O crédito rotativo é uma modalidade de empréstimo em que o cliente pode refinanciar o saldo devedor do cartão de crédito pagando apenas um valor mínimo a cada mês. Essa facilidade pode parecer vantajosa à primeira vista, já que permite ao consumidor adiar o pagamento integral da fatura. No entanto, é importante ressaltar que as instituições financeiras cobram uma taxa de juros bastante elevada para oferecer esse tipo de serviço. Dessa forma, o crédito rotativo pode se tornar uma armadilha para aqueles que não conseguem quitar o saldo devedor de forma integral. O crédito rotativo também é conhecido pelo termo em inglês revolving, que faz referência à possibilidade do cliente "revolver" a dívida a cada mês, pagando apenas o mínimo estabelecido pela instituição financeira. Essa praticidade pode ser atrativa, mas é fundamental ter consciência de que, a longo prazo, os juros cobrados podem tornar o valor da dívida muito maior do que o inicialmente contratado. Portanto, é essencial que os consumidores façam uma análise criteriosa antes de optar pelo crédito rotativo, avaliando se realmente vale a pena arcar com os altos custos dessa modalidade de empréstimo. Buscar alternativas mais vantajosas, como um empréstimo pessoal com taxas de juros mais baixas, pode ser uma opção mais inteligente para quem busca equilibrar as finanças e evitar o endividamento excessivo.

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Corretora de Mercadorias

Uma corretora de mercadorias é uma sociedade comercial que atua como intermediária entre compradores e vendedores de mercadorias, facilitando as transações no mercado. Essas corretoras são membros das bolsas de mercadorias, onde as negociações são realizadas de forma transparente e segura. No Brasil, as corretoras de mercadorias são responsáveis por realizar as operações no pregão da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), onde são negociados diversos tipos de produtos, como commodities agrícolas, metais, energia, entre outros. Os operadores dessas corretoras atuam de forma ágil e eficiente, buscando sempre obter o melhor resultado para seus clientes. Além de intermediar as transações, as corretoras de mercadorias também prestam serviços de consultoria e assessoria aos seus clientes, auxiliando na tomada de decisões e na gestão de riscos. Com profissionais especializados e experientes, essas empresas oferecem um suporte fundamental para quem atua no mercado de commodities. Em um cenário econômico cada vez mais globalizado e competitivo, as corretoras de mercadorias desempenham um papel fundamental na movimentação dos mercados e na formação de preços. Com sua expertise e conhecimento do mercado, essas empresas contribuem para o desenvolvimento do setor e para a eficiência das operações comerciais. Portanto, as corretoras de mercadorias são essenciais para o bom funcionamento do mercado de commodities, atuando como facilitadoras das negociações e como parceiras estratégicas dos investidores e produtores. Com sua atuação profissional e comprometida, essas empresas contribuem para o crescimento e a sustentabilidade do setor, fortalecendo a economia do país como um todo.

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Choque Heterodoxo

O significado de Choque Heterodoxo vai muito além de simplesmente congelar os preços em um momento de crise econômica. Esta estratégia, adotada por diversos países ao redor do mundo, representa uma tentativa de controlar a inflação e promover a estabilidade econômica em meio a cenários adversos. O congelamento de preços é apenas uma das medidas tomadas dentro de um conjunto de políticas monetárias e fiscais que visam reverter a situação de descontrole financeiro. Ao optar pelo Choque Heterodoxo, os governos buscam não apenas conter a alta de preços, mas também criar condições para um crescimento econômico mais sustentável no longo prazo. A liberação das políticas monetária e fiscal durante o congelamento de preços permite uma maior intervenção do Estado na economia, visando corrigir distorções e estimular investimentos que possam impulsionar o desenvolvimento econômico do país. É importante destacar que o Choque Heterodoxo não é uma estratégia isolada, mas sim uma dentre várias opções disponíveis para lidar com a inflação e as crises econômicas. Cada país deve avaliar suas particularidades e necessidades para decidir qual a melhor abordagem a ser adotada em determinado momento. O importante é buscar um equilíbrio entre as medidas de curto prazo e as políticas de longo prazo que possam garantir a sustentabilidade da economia. Em resumo, o Choque Heterodoxo representa uma forma de intervenção do Estado na economia para controlar a inflação e promover o desenvolvimento econômico. Ao congelar os preços e liberar outras políticas, busca-se criar um ambiente mais favorável ao crescimento sustentável. No entanto, é fundamental avaliar os impactos e as consequências dessa estratégia, bem como considerar outras alternativas disponíveis para garantir a estabilidade e o crescimento econômico a longo prazo.

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Letra de Câmbio - LC

A letra de câmbio, conhecida como LC, é um documento essencial no mercado financeiro, sendo um título negociável que formaliza uma ordem de pagamento. Neste instrumento, uma pessoa chamada sacador instrui outra pessoa, o sacado, a pagar uma quantia específica a um terceiro, o beneficiário. A LC funciona como uma promessa de pagamento, em que o sacado se compromete a quitar o valor determinado na data e local indicados no documento. No contexto do comércio internacional, a letra de câmbio desempenha um papel fundamental, facilitando transações entre empresas de diferentes países. Através deste instrumento, as partes envolvidas podem garantir o pagamento de valores acordados, tornando as operações mais seguras e eficientes. Para que uma letra de câmbio seja válida, é necessário que contenha informações precisas, como o valor a ser pago, a data de vencimento, o local de pagamento, e os dados do sacador, sacado e beneficiário. Qualquer erro ou omissão nestas informações pode inviabilizar o documento, gerando possíveis problemas legais. Além disso, a letra de câmbio pode ser endossada, ou seja, transferida para terceiros mediante assinatura no verso do documento. Este processo é comum em operações comerciais em que o beneficiário original não é o destinatário final dos recursos, possibilitando maior flexibilidade nas transações. Em suma, a letra de câmbio é um instrumento financeiro fundamental para facilitar transações comerciais, garantindo o cumprimento dos acordos estabelecidos entre as partes. Sua utilização contribui para a segurança e eficiência nas operações de compra e venda, tornando o processo mais transparente e organizado para todos os envolvidos.

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Gap Analysis

A análise de gap, ou gap analysis, é uma expressão em inglês utilizada no contexto de pesquisa de mercado. Trata-se de uma técnica estatística que tem como objetivo identificar lacunas, ou "gaps", no atendimento de um mercado ou na cobertura de determinada área. Essa análise é fundamental para as empresas que desejam entender melhor as necessidades dos consumidores e identificar oportunidades de melhoria em seus produtos ou serviços. Quando uma empresa realiza uma análise de gap, ela está buscando identificar discrepâncias entre a oferta atual e as expectativas dos clientes. Isso pode incluir lacunas no atendimento ao cliente, na qualidade do produto, na comunicação da marca ou em qualquer outro aspecto que afete a satisfação do consumidor. Ao identificar esses gaps, a empresa pode tomar medidas corretivas para melhorar sua performance e se manter competitiva no mercado. É importante ressaltar que a análise de gap não se limita apenas ao mercado consumidor. Ela também pode ser aplicada em outras áreas, como na gestão de projetos, no desenvolvimento de produtos, na estratégia de marketing, entre outros. Em todos os casos, a análise de gap é uma ferramenta poderosa para identificar pontos de melhoria e traçar planos de ação para alcançar melhores resultados. Em resumo, a análise de gap é uma técnica essencial para as empresas que buscam se manter competitivas e atender às expectativas do mercado. Ao identificar e corrigir as lacunas existentes em seus processos e produtos, as empresas podem garantir a satisfação dos clientes e alcançar o sucesso a longo prazo. Portanto, investir na análise de gap é uma estratégia inteligente para qualquer negócio que deseja se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

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Política Fiscal

A política fiscal é uma importante ferramenta utilizada pelo Estado para gerir a economia de um país. Ela consiste em um conjunto de medidas adotadas pelo Governo com o objetivo de obter as receitas necessárias para cobrir as despesas públicas. Essas medidas podem incluir a arrecadação de impostos, a emissão de títulos da dívida pública e o controle dos gastos do governo. Uma das principais finalidades da política fiscal é garantir a estabilidade econômica e o equilíbrio das contas públicas. Isso significa que o governo deve buscar um equilíbrio entre a arrecadação de receitas e os gastos públicos, de forma a evitar déficits orçamentários excessivos que possam comprometer a saúde financeira do Estado. Além disso, a política fiscal também pode ser utilizada como instrumento para estimular o crescimento econômico e combater a inflação. Por meio da redução de impostos e do aumento dos investimentos públicos, o governo pode estimular o consumo e o investimento privado, impulsionando a atividade econômica e gerando empregos. Por outro lado, a política fiscal também pode ser utilizada para frear o crescimento econômico e controlar a inflação. Através do aumento de impostos e da redução dos gastos públicos, o governo pode conter o consumo e o investimento, evitando o superaquecimento da economia e o aumento da inflação. Em resumo, a política fiscal desempenha um papel fundamental na gestão da economia de um país, influenciando diretamente o nível de atividade econômica, o nível de preços e o equilíbrio das contas públicas. Por meio de um conjunto adequado de medidas fiscais, o governo pode promover o desenvolvimento econômico, garantir a estabilidade financeira e atender às necessidades da sociedade como um todo.

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Ordem Administrada

Quando falamos em ordem administrada no mercado financeiro, estamos nos referindo a um tipo de ordem de compra ou venda de ativos que é gerenciada por uma corretora em nome do investidor. Nesse caso, o investidor apenas especifica a quantidade e as características dos valores mobiliários ou direitos que deseja adquirir ou vender, deixando a execução da ordem a cargo da corretora. Esse tipo de ordem é bastante utilizado por investidores que não têm tempo ou expertise para acompanhar o mercado de perto, ou para aqueles que preferem delegar a tomada de decisão a profissionais especializados. Dessa forma, a corretora fica responsável por avaliar o melhor momento para executar a ordem, levando em consideração as condições do mercado e os interesses do investidor. Por outro lado, é importante ressaltar que, ao optar por uma ordem administrada, o investidor está abrindo mão de parte do controle sobre suas operações. A corretora pode não executar a ordem exatamente como o investidor gostaria, e eventuais prejuízos decorrentes dessa decisão não poderão ser atribuídos diretamente ao investidor. Em resumo, a ordem administrada é uma ferramenta útil para investidores que desejam terceirizar parte do processo de tomada de decisão no mercado financeiro. No entanto, é fundamental que o investidor esteja ciente dos riscos e das limitações desse tipo de ordem, garantindo assim uma maior transparência e segurança em suas operações.

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General Agreement on Tariffs and Trade - GATT

O General Agreement on Tariffs and Trade (GATT), também conhecido como Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, foi estabelecido em 1947 como um tratado multilateral de comércio internacional que visava promover a liberalização do comércio entre os países signatários. Desde sua criação, o GATT tem sido regido por três princípios básicos que norteiam as negociações comerciais entre as nações. O primeiro princípio é o tratamento igual e não discriminatório para todas as nações comerciantes, garantindo que os países membros sejam tratados de forma justa e equitativa no comércio internacional. O segundo princípio do GATT é a redução de tarifas por meio de negociações entre os países membros. Isso significa que as nações concordam em diminuir as barreiras comerciais, como tarifas de importação, para facilitar o comércio e promover a competitividade entre os países. O terceiro princípio do GATT é a eliminação das cotas de importação, que são limites quantitativos impostos pelos países para restringir a quantidade de determinados produtos importados. A eliminação das cotas de importação contribui para a ampliação do mercado e para a promoção de um comércio mais livre e aberto entre os países. Em suma, o General Agreement on Tariffs and Trade (GATT) desempenha um papel fundamental na regulação do comércio internacional e na promoção da liberalização comercial entre os países signatários. Ao estabelecer princípios como tratamento igual, redução de tarifas e eliminação de cotas de importação, o GATT tem contribuído para o crescimento econômico e para a cooperação comercial em escala global.

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Pregão

O pregão é uma prática comum no mercado financeiro, onde investidores negociam a compra e venda de papéis registrados em uma bolsa de valores. Essa atividade pode ocorrer tanto de forma presencial, na sala de negociações, quanto de maneira eletrônica, por meio do sistema de negociação da BOVESPA. Durante o pregão, os participantes buscam obter lucro por meio da especulação ou do investimento a longo prazo. Na sala de negociações, os investidores se reúnem para realizar as transações de compra e venda de ações, títulos e outros ativos financeiros. Nesse ambiente, o pregão é marcado pela agitação e pela rápida tomada de decisões, com o objetivo de aproveitar as oscilações do mercado e obter ganhos financeiros. Os operadores buscam identificar oportunidades de negócio e realizar as operações de forma ágil e eficiente. Já no sistema de negociação eletrônica da BOVESPA, o pregão ocorre de forma virtual, onde os investidores podem realizar suas transações por meio de uma plataforma online. Nesse cenário, as ordens de compra e venda são enviadas eletronicamente e executadas de forma automática, proporcionando uma maior agilidade e eficiência nas operações. Os investidores podem acompanhar em tempo real as cotações e o volume de negociações, facilitando a tomada de decisões. Em resumo, o pregão é uma prática fundamental no mercado financeiro, onde investidores negociam ativos de forma presencial ou eletrônica, visando obter lucro por meio da especulação ou do investimento a longo prazo. Seja na sala de negociações ou no sistema eletrônico da BOVESPA, o pregão é uma atividade dinâmica e essencial para o funcionamento do mercado de capitais.

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